NEW GENERATION – Carla Pontes

1 – Como surgiu a moda na sua vida: Poderia falar-nos um pouco sobre o seu percurso?
O meu interesse por Moda começou ainda em criança. Cresci no meio do ambiente têxtil, passava horas na fábrica dos meus pais e desde cedo comecei a querer desenhar e fazer roupas para bonecas, mas sobretudo para mim. Ao nível de percurso sou licenciada em Design de Equipamento pela ESAD e tenho o curso de Design de Moda do CITEX.

2 – Quais as suas principais influências criativas e correntes estéticas com que mais se identifica:
Sinto grande influência da linguagem minimalista da arquitetura e do design de equipamento. Sempre me fascinou a ideia do objeto e do projeto na terceira dimensão, durante o curso de design de equipamento ficou evidente para mim o gosto pela linguagem clara e simples do design nórdico.

3 – Moda: Identidade ou globalização?
Identidade. A perspetiva da criação é sempre identitária, enquanto ser, corpo, pessoa, vive da identificação como ponto de atração. A globalização pode ser uma consequência, mas não um ponto de partida.

4 – Próximos desafios e projetos:
Neste momento o principal desafio está na internacionalização. Estou envolvida no projeto Estratégia para o Mercado Global 2013, promovido pela ANJE, que me tem dado um apoio incrível e indispensável. Com este projeto a marca CARLA PONTES já marcou presença em Londres na Scoop International, em Copenhaga na VISION e em Paris na (capsule) e no Porto na BRAND UP do Portugal Fashion. Estou a trabalhar no sentido de também aumentar os pontos de venda e conseguir reunir condições para vendas online.

5 – A sua peça preferida (desta coleção) e porquê.

A sweater bicolor de algodão/aço cinza e sarja branca. Aparentemente é apenas uma peça simples com um bom volume e um contraste de materiais, texturas e opacidades interessantes, mas se analisarmos para além da aparência é ainda mais interessante porque ao nível de construção tem um molde complexo que une frente costas e mangas. Não se consegue perceber imediatamente como é que a peça se monta, como vai envolver o corpo ou o tipo de peça que é, porque não segue a linguagem a que estamos habituados. Gosto deste desafio durante o processo, gosto que as peças sejam um desafio para mim e para os outros, desde a sua produção até ao produto final que vai desafiar o consumidor.

14.11.2013

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