Portugal Fashion TIME LINE

Entre os dias 16 e 20 de Outubro, dez criadores conceituados, dezasseis novos designers, quatro escolas de moda, sete marcas da indústria de vestuário e seis marcas de calçado apresentaram as suas propostas para a Primavera/ Verão 2013 na passerelle do Portugal Fashion.

O primeiro dia, teve lugar em Lisboa. O Museu do Design e da Moda (MUDE) abriu as portas à plataforma Bloom, para receber Susana Bettencourt, Hugo Costa, Andreia Lexim, Diana Matias, Estelita Mendonça e Daniela Barros, regressando em seguida ao Porto, para mais quatro dias de cor e criatividade no maravilhoso edifício da Alfândega.

Os Storytailors abriram com “Estrela de Ouro” a passerelle do Porto. Partindo da adaptação de um conto tradicional da Beira Baixa, João Branco e Luís Sanchez vestiram a protagonista, recriaram ambientes interiores, desconstruíram sentimentos e transmitiram uma mensagem de afirmação da individualidade numa história contada através de tecidos, silhuetas e da sua inconfundível modelagem.

Anabela Baldaque, sugeriu peças leves, frescas e coloridas, enquanto Luís Buchinho, se inspirou em design de interiores e na recriação de linhas arquitectónicas para desenvolver a sua colecção “resort”. Sofisticada e minimalista, pudemos observar linhas estruturadas e o contraste entre tons neutros e cores vivas.

Júlio Torcato, inspirou-se na elegância clássica e no lifestyle das ruas de Londres para uma colecção masculina onde predominaram vários tons de verde conjugados com branco, cinza e navy.

Elisabeth Teixeira, apresentou “100 miles and runnin”. “Romantic streetwear”, a combinação improvável de conceitos e materiais, resultou numa colecção jovem, fresca e suave que nos transmite optimismo e bem-estar.

Miguel Viera levou-nos numa viagem por destinos exóticos e paisagens paradisíacas, de luxo, requinte e cores vibrantes. Pássaros, flores tropicais, lagoas e areia branca, são reproduzidos numa paleta de verdes, azuis, laranja, rosa; amarelo, ouro e turquesa.

Entre o real, o surreal e o inesperado, surge “Duble Vision” de Katty Xiomara. O mundo paralelo. A visão dupla. Volume e leveza em tons terrestres: azuis, verdes e neutros. Formas desconstruídas criam sobreposições e dualidades funcionais.

Manuel Alves e José Manuel Gonçalves, apresentaram silhuetas direitas e simplificadas. Jogos gráficos e transparências, fluidez e estrutura, numa colecção feminina e elegante onde a dicotomia preto e branco é explorada através de diversos tipos de seda, tecidos tecnológicos e algodão.

Diogo Miranda desenvolveu silhuetas estruturadas que acompanham as formas do corpo em clima “Sporty-Couture-Fetiche”. Cortes largos, amplos e geométricos, tornando o look desportivo e confortável. Vinil, metalizados e mistura de materiais numa desconstrução conceptual da elegância e do glamour.

O director criativo da Lacoste, Felipe Oliveira Baptista,  explorou movimentos do hip hop e do graffiti em “Masters of Ceremony”. Uma colecção espontânea e alegre onde predominaram cores fortes e formas assimétricas.

O étnico/ zen de TM Collection surge com “Raízes” em seda, algodão, linho e jersey em tons carvão, preto, azul, ocre, cinza e denim, estampados e bordados.

O designer americano Michael Bastian, (director criativo da Gant) em estreia nas passerelles europeias, foi um dos pontos altos do evento com uma colecção masculina inspirada na pintora americana Helen Frankenthaler, numa piscina em Fire Island e na GQ dos anos 80. “Roupa que se usaria num dia perfeito” foi o resultado do trabalho desenvolvido.

Elegância, multiculturalidade, renda e sedas estampadas, marcaram “Paris/ Bangkok” de Carlos Gil.

Entre as sete marcas da indústria de vestuário, destaque para a Vicri, Meam by Ricardo Preto e Lion of Porches, momentos antes de “Luxuriant Paradise” de Fátima Lopes, que encerrou a 31ª edição do Portugal Fashion com a colecção apresentada na semana de moda de Paris. Positiva e intimista, remete-nos à sua infância através das linhas estruturadas, arquitectónicas e futuristas, elementos inconfundíveis da sua assinatura enquanto designer.

Feminilidade, originalidade e uma elegância quase casual, estruturada mas aparentemente despreocupada, em contraste com um clássico-sofisticado mais colorido do que é habitual e a mistura de conceitos e materiais, são a tendência implícita um pouco por todas as colecções.

Os neutros conjugam-se com cores vivas, num apelo à alegria e optimismo que devemos hoje, mais do que nunca, ter presente.

A moda, transforma-se em atitude. E a atitude, veste a necessidade de afirmação, num mundo em constante mudança.

Que a criatividade seja o mote para enfrentar obstáculos e desafios.

Que a nossa identidade/ individualidade/ direito à diferença prevaleçam, e seja a moda o seu reflexo.

 

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