Ricardo Andrez

  1. Como define a sua identidade enquanto criador de moda?

Livre, apaixonado, curioso e emocional.

 

  1. Quais são as suas principais influências/ referências?

Em todas as áreas existem dezenas de referências, distintas entre elas. Diria que a maior influencia será a necessidade de conhecer o novo, eclético e amplo.

 

  1. Qual é a mensagem implícita nesta colecção?

O conceito explorado é quase anti-moda, exploro a ideia que hoje a identidade/construção de um estilo próprio tem muito mais a ver com a repetição que com o novo, muito mais ligada à tradição e, por consequência, ela seria mesmo quase oposta à moda.

Relacionei essa ideia com os uniformes/ vestuário de trabalho porque em maior ou menor grau estamos todos uniformizados onde todos prezam igualar pela diferença.

 

  1. Quais são os maiores obstáculos/ desafios impostos pelo contexto actual a um jovem designer em Portugal?

A produção das colecções tornam se por vezes batalhas duríssimas, o cumprimento dos prazos e as poucas quantidades a produzir transformam-se numa gigante dor de cabeça para qualquer designer.

Uma estrutura comercial também é um ponto quase inexistente em jovens como em designers mais veteranos.

 

  1. Um momento/ experiência que tenha tido uma importância determinante no impulso da sua carreira:

Existem imensos! Arriscaria dizer o Prémio que consegui com a minha primeira colecção, a partir desse momento foi mais fácil financeiramente criar a colecção seguinte assim como a visibilidade foi maior.

 

A peça que destaco é a sweat com o avental incorporado porque ela transmite toda a mensagem da colecção. Por um lado temos a sweat, uma peça 300%comercial/street numa malha de algodão texturado onde com a ajuda de um zipper poderemos acrescentar o avental tornando-a assim mais conceptual e utilitária não perdendo a característica do conforto aliado à peça em questão.

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